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quarta-feira, 28 de março de 2012

OS FAUSTOS

" Sendo um arquétipo da alma humana, o mito de Fausto jamais se esgotou simbólica e literalmente, de modo que diversos artistas contemporâneos e posteriores a Goethe reagiram criativamente à personagem."
Nesse mesmo mês pude assistir duas versões modernas de Fausto: a do Núcleo Nucleo Evoé Evoé de Batatais,"A incrível história de Benedicto Fausto e de seu irmão Persivaldo o sonhador" de Luciano Dami e direção de Aluísio Gentiline, com um lirismo e uma transcendência da alma brasileira atrelada aos cânones gregos que nos permitem até um sonhar diferenciado sobre viver. A segunda versão, assistida agora a pouco, numa estreia ao ar livre com o Grupo Grupo Teatral Engasga Gato e Cia. Cia Cornucópia de Teatro, sob direção de Dino Bernardi. Lucas Arantes, atira tudo numa grande panela pra lá de feitiços narrativos, utilizados pelos atores como uma consagração à crítica da razão inesperada com um fôlego de leões à caça da verdade e da ironia pungente. Fica a sensação de um começo bem feito, embora tenha certeza de que o espetáculo ganhará maiores forças nas próximas experimentações. Contudo, as falas das prostitutas ainda são marteladas em mim: "daqui pra cima sou luto, daqui pra baixo sou toda carnaval."
Ademir Esteves/28/03/2012

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